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A dieta LowfodMap se tornou famosa por ser recomendada geralmente para indivíduos com distúrbios gastrointestinais, como Síndrome do Intestino Irritável. Mas como realizar efetivamente essa estratégia? Por quanto tempo? Você sabe o que dizem os novos guidelines de 2022?

É importante ressaltar aqui que as diretrizes e os guidelines devem ser o nosso ponto de referência para recomendarmos certa orientação ao nosso paciente. Por isso, saliento que as Diretrizes da WGO são produzidas por meio de um processo que alcança um consenso de especialistas com base na literatura médica e científica.

Por isso venho aqui explicar o que são e quais são os alimentos ricos em FodMaps, além de reforçar para quem ela é indicada e qual a maneira certa de orientá-la.

->O que significa ser um alimento rico em FODMAPS?

FODMAP é a sigla em inglês para Fermentable Oligosaccharides, Disaccharides, Monosaccharides and Polyols (Oligossacarídeos, Dissacarídeos, Monossacarídeos e Polióis fermentáveis). São carboidratos de cadeia curta, que não são digeridos pelo trato digestivo humano e que podem causar desconfortos gastrointestinais, devido a fermentação por bactérias do intestino.

->Para quem eu oriento a estratégia Low Fodmap?

Em casos específicos de doenças com sintomatologia gastrointestinal, mas em indivíduos que já tenham o diagnóstico dessas condições: Síndrome do Intestino Irritável (SII), Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), Doença de Crohn e na Doença Celíaca, por exemplo, além de quem possui síndrome do supercrescimento bacteriano intestinal (SIBO). Nesses casos, os pacientes geralmente apresentam sintomas como distensão abdominal, dor, gases, inchaço, e podem apresentar complicações em decorrência da alteração na permeabilidade da barreira intestinal, apresentando, melhora o controle dos sintomas ao reduzir a ingestao de FODMAP’s.

->De que forma eu prescrevo a LOW FODMAP?

Inicialmente, na minha prática do consultório, eu recomendo avaliar os hábitos alimentares e o consumo alimentar de cada paciente. Após, caso ele esteja realmente de acordo em realizar a dieta a fim de melhorar os seus sintomas, eu aplico como recomendado pela World Gastroenterology Organisation Global Guidelines (vou deixar a referência do documento para vocês lerem com maior atenção <3).

Após, eu explico sobre a importância da redução de alguns alimentos na rotina alimentar, como a cafeína, alimentos condimentados, alimentos ricos em frutanos, como o alho e a cebola.

Não se esqueça: É importante explicarmos aos pacientes o motivo pelo qual estamos prescrevendo a conduta e como será o processo, a fim de que ele entenda que poderá consumir os alimentos conforme forem tolerados pelo organismo. Nestes casos, oriento explicarmos conforme os grupos alimentares e os alimentos que fazem parte dos 5 principais subgrupos de carboidratos:

*Redução da frutose em excesso de glicose – por exemplo, mel, manga.
*Redução da lactose (quando a hipolactasia está presente) – por exemplo, leite, iogurte.
*Redução dos polióis de açúcar (incluindo sorbitol e manitol) – por exemplo, abacate, cogumelos.
*Redução dos frutanos – por exemplo, trigo, cebola, alho.
*Redução da GOS – por exemplo, leguminosas, leite de soja.

Segue a imagem autoexplicativa da pirâmide sobre estilo de vida e recomendação de dieta Low Fodmap:

Na base da pirâmide, destaca-se a importância da atividade física regular, boa hidratação e hábitos alimentares saudáveis. Em seguida, os alimentos são organizados com base na frequência de ingestão recomendada em ordem crescente, do mais para o menos frequente. Cada nível de alimento também contém exemplos do que o paciente pode consumir dentro de uma dieta baixa em FODMAP.

Como realizar a estratégia:
É importante orientar a tabela abaixo ao paciente:

*Com os pacientes que estão realizando a LowFodmap, oriento acompanhamento regular, com anotação da melhora ou não dos sintomas.

** A lista completa de alimentos FODMAP – classificados como baixo, moderado e alto está disponível ao público por meio de um aplicativo de smartphone desenvolvido pela universidade Monash que desenvolveu a dieta.

ANDROID https://play.google.com/store/apps/details?id=com.monashuniversity.fodmap
APPLE https://itunes.apple.com/au/app/monash-university-low-fodmap-diet/id586149216?mt=8 )
Ainda existe um passo a passo da aplicação dessa dieta segundo as Diretrizes Globais da Organização Mundial de Gastroenterologia:

1ª passo: Identificar pacientes que se beneficiariam dessa estratégia e promover a redução dietética inicial da ingestão de alimentos ricos em fodmaps por 2-6 semanas, a fim de atender à adaptação do paciente, além das necessidades nutricionais que a restrição pode causar. Por isso, reforço o acompanhamento do profissional SEMPRE com o paciente.

LEMBRO que nenhum grupo alimentar inteiro deve ser excluído; em vez disso, devem ser feitas modificações nos tipos de alimentos escolhidos em cada grupo de alimentos. Exemplo: o consumo de maçãs, que possuem alto teor de FODMAPs, pode ser alterado para a ingestão de laranjas, que possuem baixo teor de FODMAPs.

2ª passo: Fase de reexposição, cujo objetivo é identificar gatilhos alimentares específicos em cada indivíduo. Ali teremos a reintrodução gradual dos alimentos ao longo do tempo! A reexposição deve ser estratégica para prazo a tolerância de subgrupo de alimetos ricos em FODMAP, seguido de gerenciamento de longo prazo planejado com base na resposta aos sintomas citados pelo paciente, em específico.

3º passo: A fase final é a fase de manutenção. O objetivo é que o paciente reintroduza na dieta tantos alimentos ricos em FODMAP quanto tolerado, mantendo um bom controle dos sintomas. Todos os alimentos que são bem tolerados devem ser reintroduzidos na dieta. Os alimentos que são moderadamente tolerados podem ser reintroduzidos ocasionalmente, enquanto os alimentos que são mal tolerados devem continuar a ser evitados.. A longo prazo, os pacientes são encorajados a continuar se desafiando com alimentos mal tolerados de tempos em tempos para reavaliar sua tolerância.

Os guidelines recomendam uma avaliação de acompanhamento dentro de 3 meses para avaliar o efeito da dieta baixa em FODMAP no controle dos sintomas.

→Falando sobre a eficácia da dieta:

Geralmente, os pacientes que realizam a dieta conforme a prescrição fornecida, apresentam a melhora dos sintomas. Contudo, os estudos a respeito ainda possuem diversas limitações, como a duração de acompanhamento (apenas com 3 dias de duração à 6 semanas). Por isso, é importante avaliarmos e acompanharmos individualmente.

As limitações da adesão a uma dieta LowFodmap ao longo prazo incluem baixa ingestão de fibras e mudança na flora bacteriana. Fique atento na quantidade de fibra ingerida ao longo do dia, e nos hábitos intestinais dos seus pacientes! Enfoque também na importância de manter a prática de exercícios regulares, a qualidade do sono e o manejo do estresse.

->Mas não se esqueça:

A dieta low FODMAPS deve ser acompanhada por profissional qualificado, pois as chances são altíssimas de inadequação na ingestão de vitaminas, minerais, fibras e compostos bioativos, sendo importantíssimo um acompanhamento adequado!

E para quem deseja saber de forma mais aprofundada, sugiro a leitura na íntegra das seguintes referências:

Gostou de saber mais sobre FODMAPS?

Referências:
WORLD Gastroenterology Organisation Global Guidelines. Clinical Gastroenterology , [S. l.],jan. 2021.
DIET in irritable bowel syndrome: What to recommend, not what to forbid to patients!. World Journal of Gastroenterology, 2017.
A LOW-FODMAP Diet Improves the Global Symptoms and Bowel Habits of Adult IBS Patients: A Systematic Review and Meta-Analysis. Frontiers in Nutrition , 2021.
EFFICACY of a low-FODMAP diet in adult irritable bowel syndrome: a systematic review and meta-analysis. European Journal of Nutrition, [S. l.], 2021.

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